
Portugal está cada vez mais no radar dos investidores internacionais, com a melhoria dos indicadores económicos e o interesse crescente em tecnologia e empresas privadas a ajudar a reformular a sua narrativa de investimento.
Esta foi a mensagem transmitida por Paul Stannard e Chris Marson, da Portugal Pathways, durante uma análise financeira no último dia do Portugal Investment Forum.
A sua apresentação destacou o crescimento económico, a redução da dívida pública, a melhoria da notação de crédito soberano e um mercado bolsista que valorizou mais de 80% em cinco anos.
Marson apontou as taxas de juro das obrigações do tesouro português como prova da confiança dos investidores.
“Portugal está num momento propício ao investimento”, afirmou.
No entanto, os oradores argumentaram que a próxima fase de crescimento do país deve ir além do setor imobiliário, que há muito desempenha um papel central na atração de capital estrangeiro.
Citaram 213,7 mil milhões de euros em investimento direto, grande parte proveniente da UE, a par do interesse de empresas americanas e de investidores privados internacionais.

“O capital privado é a história silenciosa”, disse Marson, destacando o investimento que flui para startups, empresas familiares, private equity e indústrias emergentes.
As empresas bem-sucedidas podem criar empregos qualificados, melhorar a produtividade e dar às gerações mais jovens mais motivos para construírem as suas carreiras em Portugal.
A tecnologia e as infraestruturas digitais também estão a surgir como áreas de crescimento importantes, com os oradores a destacarem programas de investimento em centros de dados que envolvem empresas tecnológicas globais, incluindo a Microsoft e a Nvidia.
Contudo, atrair empresas multinacionais é apenas parte do desafio. Portugal também precisa de talento, capital e de um ambiente de negócios que ajude as suas próprias empresas a crescer.
Como alertou Stannard: “Portugal não quer ser apenas o senhorio das empresas globais. Quer criar os seus próprios ecossistemas e as suas próprias startups.”
A mensagem do último dia do fórum foi clara: Portugal atraiu a atenção internacional. O seu próximo desafio é transformar esse interesse numa economia interna mais forte e diversificada.
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